Toda tese de investimento em infraestrutura de recarga precisa responder a mesma pergunta primeiro: em quanto tempo o capital volta? Para a nossa estação DC de 60 kW, a resposta que usamos em reunião é direta — cerca de 12 meses, em cenário de utilização moderada. Aqui está a conta aberta, linha por linha.
O investimento inicial
| Equipamento rápido DC 60 kW, 2 conectores CCS2 | R$ 60.000 |
| Infraestrutura elétrica, projeto e obra civil | R$ 35.000 |
| CAPEX total por ponto | R$ 95.000 |
A operação mensal, sessão por sessão
Cada carga entrega, em média, cerca de 16,4 kWh — o suficiente para levar a maioria dos veículos populares de 20% a 80% de bateria. Com uma média de 8,5 recargas por dia (253,5 recargas no mês) e tarifa de R$ 2,50 por kWh, chegamos a um faturamento bruto mensal em torno de R$ 10,4 mil por estação.
| Receita bruta mensal | ≈ R$ 10.400 |
| Custo da energia comprada (R$ 0,45/kWh, Mercado Livre) | − R$ 1.870 |
| Manutenção, software e operação (OPEX) | − R$ 500 |
| Lucro operacional líquido mensal | ≈ R$ 8.000 |
Fechando a conta do payback
Dividindo o CAPEX de R$ 95 mil pelo lucro líquido mensal de aproximadamente R$ 8 mil, chegamos a um payback de cerca de 12 meses — um ciclo curto para um ativo de infraestrutura, possível porque a estação tem margem operacional líquida acima de 75% e não depende de grandes equipes ou estoques para operar.
Esse número é conservador: não conta receitas acessórias como mídia digital nos totens ou taxa de ociosidade, e assume uma tarifa de energia sem os descontos adicionais que contratos de Geração Distribuída solar podem trazer ao longo do tempo.
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